O futebol, também como a vida, é saber conviver com o imponderável, com o que não se consegue prever ou calcular. Nada mais justo assumir, então, que as histórias que permeiam esse ambiente também fujam ao controle humano. Memphis Depay, quando em sua carreira musical paralela à de jogador lançou a música “2 Corinthians 5:7” jamais poderia imaginar que o triunfo por 1 a 0 sobre o Rosario Central na noite desta quinta-feira, 20, aconteceria como foi.
A canção, lançada enquanto o holandês ainda era jogador do Lyon, foi batizada com o versículo da bíblia 2 Coríntios 5:7. “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos”, diz o trecho, que sem muito exagero, pode relatar a experiência dos milhões de corintianos durante a classificação sobre o Rosario Central, a sexta em uma fase oitavas de final da Copa Libertadores da América.
O misticismo é sustentado também pela coincidência semântica entre o nome do livro Corinthians (Coríntios, na versão brasileira) e o clube Sport Club Corinthians Paulista. Mas chega, num salto temporal, em como o badalado Memphis mudou a semana, e talvez o ano, do Timão.
A forma com que voltou, sem jamais ter ido, numa novela absurda envolvendo sua renovação, transformou o ambiente alvinegro para a decisão diante do adversário argentino. Apto para jogar, mobilizou até mesmo a vestimenta dos mais de 46.000 torcedores que estiveram na Neo Química Arena.
