Gilbson Cutrim Júnior narrou, em depoimento à PF, sua versão sobre o homicídio
Reprodução/JN
Gilbson Cutrim Júnior - condenado por um homicídio em São Luís que trouxe à tona suspeitas de um esquema de desvio de dinheiro público no Maranhão - entregou à Polícia Federal (PF) documentos que, segundo ele, podem ajudar a comprovar a participação do grupo do governador Carlos Brandão (MDB) em crimes:
um papel escrito à mão com números de processos;
a etiqueta que acompanhava um maço de dinheiro vivo; e
o vídeo de um carro estão entre as supostas provas.
De acordo a defesa de Gilbson Júnior, o governador e familiares combinaram com ele a "cobrança de processos referentes a recebíveis de gestões passadas e o transporte de valores para o escritório da família" Brandão.
O esquema, segundo Gilbson Júnior, consistia em procurar empresas que tinham valores a receber de governos anteriores e combinar o pagamento, na atual gestão, desde que os empresários devolvessem uma parte do dinheiro.
"Ficou acertado que Gilbson César Soares Cutrim Júnior deveria 'correr atrás' de empresas que teriam valores a receber de gestões passadas, mais especificamente os valores que fossem acima de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões). Para tanto, foi-lhe repassada uma relação de processos conforme foto do documento abaixo", afirmou a defesa em petição enviada à PF.
Etiqueta de dinheiro, bilhete e foto de carro: autor de homicídio no Maranhão entregou à PF supostas provas contra políticos
