A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, voltou a lamentar, nesta 5ª feira (20.ago.2026), o vazamento de informações relacionadas às investigações contra seu cliente. Ao Poder360, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que seu cliente lida com o “peso do sobrenome” e que os inquéritos seriam arquivados se ele não fosse filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A defesa de Lulinha afirma que existe uma motivação política por trás das investigações da Polícia Federal e disse que espera uma responsabilização pelos vazamentos seletivos.
Para Carvalho, ainda há uma ala de investigações da PF ligada ao bolsonarismo e que busca intervir no processo eleitoral de 2026. Ele destaca que as provas colhidas não comprovaram a participação de Lulinha em vínculos com crimes de corrupção e tráfico de influência junto ao governo federal.
Hoje, tramitam 3 inquéritos no Supremo Tribunal Federal que apuram a possível atuação da lobista Roberta Luchsinger junto com Lulinha para favorecer contratos com o Executivo. Em uma das investigações, a PGR (Procuradoria Geral da República) pediu que o caso fosse encaminhado para a 1ª Instância. Caberá ao relator, ministro André Mendonça, decidir.
Em relação a trechos do relatório da PF divulgados pela revista Veja e confirmados pelo Poder360, a defesa afirmou que ainda não é possível atestar a veracidade dos documentos, uma vez que não há uma “cadeia de custódia” das informações vazadas.
