A Polícia Federal (PF) afirmou em um dos relatórios que miram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que ele e a empresária Roberta Luchsinger mantinham um núcleo de atuação permanente para tentar fechar negócios com o poder público.
Ainda de acordo com a PF, o empresário Fernando Bittar também fazia parte do grupo. Bittar ficou conhecido na época da Operação Lava Jato por ser dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP).
As informações foram reveladas pela Revista Veja. O conteúdo foi confirmado pela TV Globo.
"Os elementos probatórios obtidos no curso da investigação revelam a existência e um núcleo de atuação permanente e coordenada composto por Roberta Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar, voltado à interlocução de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal", diz trecho de relatório reproduzido pela revista.
A empresária Roberta Luchsinger foi um dos alvos da nova fase da operação “Sem Desconto”
Reprodução/Instagram
A conexão do trio, de acordo com a PF, é reforçada pelo grupo de WhatsApp intitulado “Musaranhos”, que eles possuíam para discutir as investidas junto ao governo. Lulinha e Bittar eram os “Musos”. Roberta era a “Musa”.
O relatório da PF identificou Roberta como a responsável por fazer a ponte entre o grupo e pessoas estratégicas do setor privado e da administração pública, inclusive com suposto acesso ao Palácio do Planalto.
Mensagens revelam que Lulinha e Roberta Luchsinger mantinham núcleo de atuação com projeção de ganhos milionários com o poder público
