A Micron Technology investirá US$ 10 bilhões na próxima década em uma instituição de pesquisa enquanto busca maneiras de desobstruir a cadeia de suprimentos de memória, anunciou a empresa na quinta-feira (20).
Os Laboratórios de Pesquisa Micron reunirão academia, governo, a indústria de chips e clientes para buscar avanços na arquitetura e fabricação de semicondutores.
A Micron espera iniciar a construção no próximo ano em um campus principal em Boise, Idaho.
O anúncio ocorre enquanto a Micron tenta afastar a concorrência potencial de fornecedores chineses de memória. A Micron obteve endossos notáveis tanto da administração Trump quanto da Apple, um cliente central que o governo desencorajou de usar hardware importado da China.
As ações da Micron subiram 3,97% na quinta-feira. As ações dispararam mais de 700% no último ano, elevando a capitalização de mercado da empresa acima de US$ 1 trilhão.
A demanda por chips de memória agora supera em muito a oferta, elevando os preços e as margens de lucro a níveis históricos. Além da Micron, rivais como SK Hynix, Samsung Electronics e Sandisk estão todos colhendo os benefícios.
Mas a memória é uma indústria historicamente cíclica, e as empresas precisam expandir a oferta para manter a participação de mercado a longo prazo e capturar a crescente demanda.
A Micron, por exemplo, planeja investir US$ 250 bilhões em sua cadeia de suprimentos nos EUA até 2035.
