Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram a lobista Roberta Luchsinger se vangloriando do acesso que teria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a integrantes em cargos de comando na Esplanada dos Ministérios do governo petista, de acordo com diálogos obtidos e revelados nesta quinta-feira (20) pela revista Veja e confirmados pela CNN.
Em um dos prints, que segundo a publicação consta em inquérito do qual Lulinha é alvo, Roberta diz ao empresário Gustavo Gaspar que Lula a ofereceu um cargo no governo, mas que ela não aceitou e que preferiu se dedicar à “sociedade” com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
“Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar. (…) Eu disse: aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando. Tô em cargo nenhum e ando onde quero”, afirmou a lobista em janeiro de 2024.
Segundo a revista, Roberta mantinha uma sociedade com Lulinha e Fernando Bittar para para intermediar negócios. Os três mantinham um grupo no WhatsApp com o nome de “Musaranhos” em que discutiam projetos junto ao governo federal. Roberta disse que ela e Lulinha “eram uma coisa só” e que o filho do presidente evitava se expor, atuando pontualmente e em alguns casos.
“Fábio não faz nada. Ele só entra em campo quando precisa. Tem que se preservar”, afirmou Roberta.
A PF diz que, apesar de Lulinha ter uma atuação menos direta nas negociações, ele possuía “referência decisória nos projetos discutidos”.
