Grandes empresas e bancos brasileiros estão adotando uma postura mais pessimista em relação à economia em 2027. Um levantamento com 76 companhias listadas no Ibovespa mostra expectativas de crescimento mais fraco e, em alguns casos, até de recessão.
O principal problema apontado é a manutenção dos juros em patamar elevado. A Selic está em 14% ao ano, encarecendo o crédito para empresas e consumidores e reduzindo o espaço para novos investimentos e compras.
Empresas: crédito mais caro e inadimplência
A inadimplência também aparece como fator de preocupação. O endividamento elevado das famílias dificulta o pagamento de despesas e reduz a capacidade de consumo, afetando diretamente setores como varejo e serviços.
Empresas como Lojas Renner e Assaí já projetam retração no consumo. Concessionárias de serviços também relatam aumento dos atrasos no pagamento de contas, enquanto bancos demonstram maior cautela na concessão de crédito.
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O cenário é agravado pelo aumento das reservas para cobrir possíveis calotes. Itaú Unibanco, Bradesco e Santander provisionaram juntos R$ 28,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025.
A expectativa de mercado para o crescimento do PIB em 2027 caiu para 1,5%. Ao mesmo tempo, a projeção é de que a Selic termine o próximo ano em 12%, ainda em nível elevado para estimular fortemente a atividade econômica.
