A área plantada com soja no Brasil em 2026/27 deve ter “pequeno” crescimento, por menores margens dos produtores e outros fatores como dificuldades financeiras em momento de crédito restrito, mas a safra pode cair “um pouco” com impacto do El Niño, avaliou nesta quinta-feira o CEO da Divisão de Grãos e Oleaginosas da chinesa Cofco no Brasil.
Em entrevista à Reuters, Luiz Noto considerou que, nesta circunstância, a safra de soja do país, maior produtor e exportador global da oleaginosa, “talvez diminua” por fatores relacionados ao fenômeno climático, que poderia afetar a produtividade média nacional.
“Eu acho que área deve crescer, sim. Deve ter um crescimento pequeno, talvez não tão grande quanto a gente viu ao longo dos últimos anos, muito em função de… um retorno menor do que também o de costume dos últimos anos”, afirmou ele, por ocasião do anúncio do primeiro embarque de sorgo brasileiro pela Cofco à China, nesta quinta-feira.
O fenômeno climático El Niño normalmente traz mais chuvas para o Sul do Brasil, mas pode trazer um período mais seco e quente para o centro-norte do país.
“O maior foco vai ser na questão de clima e produtividade para o ano que vem”, acrescentou ele, em referência à safra plantada a partir de meados do próximo mês, com colheita iniciando geralmente entre o final de dezembro e início de janeiro.
“Está confirmado um El Niño.
