O grupo cibercriminoso por trás do ransomware Medusa atingiu mais de 500 organizações de infraestrutura crítica até abril de 2026. O dado consta em um alerta conjunto emitido pelo FBI, pela Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA) e pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). O levantamento, publicado originalmente em março e atualizado nesta terça-feira (18), aponta uma expansão expressiva das operações da quadrilha em setores como saúde, educação, tecnologia, manufatura, área jurídica e seguros.
Detectado pela primeira vez em junho de 2021, o Medusa operava em formato restrito, no qual a equipe de criadores desenvolvia a ferramenta e executava todas as invasões. No início de 2023, os criminosos migraram para o modelo de “franquia” (conhecido no meio técnico como ransomware como serviço ou RaaS). Nesse formato, os desenvolvedores alugam o código malicioso para parceiros e terceiros executarem os ataques, com divisão dos valores obtidos em resgates.
Segundo o relatório, o grupo atua de forma oportunista: a quadrilha varre a internet atrás de qualquer sistema desatualizado e não escolhe alvos por perfil institucional, embora o setor de saúde tenha se tornado um dos mais afetados. Os criminosos demonstraram agilidade extrema e chegam a utilizar brechas de segurança em menos de 24 horas após a publicação de alertas oficiais pelas empresas de software.
