Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal que vieram a público nesta 5ª feira (20.ago.2026), a lobista Roberta Luchsinger aparece dizendo ter proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Roberta declarou ter negado um cargo no governo do petista para focar nos negócios com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. As informações foram publicadas pelos jornalistas Ricardo Chapola e Laryssa Borges, da Veja.
“Fui das poucas pessoas q o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar (…) Eu disse: ‘aonde eu tô. Na minha sociedade com Fábio [Lulinha] e Fernando [Bittar]‘”, escreveu ao empresário Gustavo Gaspar, em 2024. A lobista acrescentou: “Tô em cargo nenhum e ando onde quero”.
O inquérito sigiloso da PF, no qual os diálogos estão inseridos, mostra indícios de corrupção e tráfico de influência envolvendo autarquias federais e o filho do presidente Lula. Para a corporação, Lulinha atuou como “agenciador oculto” de empresários com interesse em contratos milionários.
OUTROS LADOS
Procurada por este jornal digital, a defesa de Roberta Luchsinger não quis se manifestar.
A defesa de Gustavo Gaspar, com quem Roberta trocou mensagens, disse que não vai se manifestar enquanto não tiver acesso aos autos. Ele foi assessor de Jucelino Filho, ex-ministro das Comunicações de Lula.
O Poder360 também procurou o Planalto, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.
