Os Estados Unidos (EUA) anunciaram nesta quinta-feira, 20, novas sanções contra integrantes e entidades ligadas ao regime cubano. A medida foi adotada pelo Departamento de Estado sob a autoridade de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em maio deste ano.
Entre os alvos estão três dirigentes do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), incluindo seu presidente, Fernando González Llort. Ele é um ex-agente cubano condenado nos EUA por espionagem e integrante da chamada Rede Wasp, desmantelada na Flórida no fim dos anos 1990.
EUA: nove entidades entram na lista
O governo americano também sancionou nove entidades cubanas, entre elas o Ministério da Construção e empresas ligadas aos setores de mineração, metais e prestação de serviços. Segundo Washington, essas organizações ajudam a sustentar a estrutura econômica e repressiva do governo cubano.
O secretário de Estado, Marco Rubio, acusou Havana de manter há décadas uma rede de influência voltada a identificar, recrutar e radicalizar simpatizantes nos Estados Unidos. Para o governo Trump, essas estruturas são utilizadas para promover interesses do regime e atividades consideradas hostis aos EUA.
As sanções determinam o bloqueio de bens e interesses dos alvos sob jurisdição americana. Bancos e empresas estrangeiras que continuarem prestando serviços ou mantendo recursos para as entidades sancionadas também poderão ficar sujeitos a medidas de Washington.
