A Polícia Federal investiga a possível atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma negociação de mais de R$ 1 bilhão com o Ministério da Saúde para a venda de medicamentos à base de canabidiol.
As informações são da revista Veja, que teve acesso à íntegra do inquérito da PF. De acordo com a publicação, o negócio era articulado pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com auxílio da lobista Roberta Luchsinger.
Em uma mensagem de 23 de janeiro de 2025, Roberta escreveu a Lulinha: “Antonio tá pressionando e acho bom vc se mexer [sic]”. A PF também identificou tratativas para aproximar o grupo de integrantes do Ministério da Saúde.
Segundo a investigação, Roberta acionava Lulinha para acelerar a regulamentação da produção e da venda de medicamentos à base de canabidiol no país. Depois, a intenção era convencer o Ministério da Saúde a contratar uma empresa ligada ao Careca do INSS para fornecer os produtos.
De acordo com a reportagem da Veja, a PF descobriu uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo da Ministério da Saúde, que foi marcada por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula. O encontro teria sido agendado depois da interferência de Lulinha.
A investigação aponta que Roberta, Lulinha e Fernando Bittar formariam um grupo voltado à intermediação de interesses privados junto ao governo federal.
