O governo israelense apresentou um plano de assentamentos na Cisjordânia ocupada, condenado internacionalmente, que poderia dividir o território e “enterrar” a possibilidade de uma solução de dois Estados.
O Ministério da Habitação de Israel publicou um edital convidando licitantes para a construção de mais de 1.200 unidades habitacionais em E1, perto de Jerusalém, com o objetivo de criar um bloco contínuo de assentamentos judaicos desde Jerusalém Oriental até a Cisjordânia.
O assentamento dividiria a Cisjordânia em norte e sul, impossibilitando a criação de um Estado palestino contíguo, além de separar Jerusalém Oriental - considerada a capital de tal Estado - do restante do território.
As propostas para a construção devem ser entregues uma semana antes das eleições israelenses, no final de outubro.
“Esta é uma manobra de última hora que faz parte da política de terra arrasada que o governo está implementando no final de seu mandato para garantir longos anos de conflito e derramamento de sangue para Israel”, afirmou a organização israelense Peace Now, que monitora os assentamentos, em um comunicado divulgado na terça-feira (18).
Durante anos, Israel atrasou intencionalmente qualquer planejamento ou construção na área E1 devido às fortes críticas e pressões internacionais.
