Os juros futuros negociados na B3 encerraram esta quinta-feira (20) em alta, em um movimento puxado pela abertura da curva dos Treasuries e pela piora do ambiente externo. As taxas médias e longas avançaram ao redor de 5 pontos-base durante boa parte da sessão, em meio ao aumento das preocupações com o endividamento público em vários países e ao pessimismo sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã.
No fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 ficou em 13,725%, praticamente estável ante 13,726% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 subiu de 14,221% para 14,275%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 avançou de 14,529% para 14,58%.
O mercado local devolveu parte da melhora vista na quarta-feira (19), quando o Tesouro dos Estados Unidos anunciou a ampliação do limite de recompra de papéis longos da dívida pública do país. Em igual horário, o rendimento da T-note de dez anos subia de 4,650% para 4,701%, e o retorno do T-bond de 30 anos passava de 5,195% para 5,248%.
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Também pesou no humor dos investidores a informação de que a dívida pública total dos Estados Unidos superou US$ 40 trilhões pela primeira vez. Comentários do secretário Scott Bessent também ficaram no radar. Segundo ele, os rendimentos dos Treasuries não estariam refletindo os fundamentos subjacentes do mercado.
