Robôs trocam golpes, fazem danças e movimentos acrobáticos enquanto outras máquinas transportam bagagens, inspecionam instalações, auxiliam em cirurgias e executam tarefas domésticas na World Robot Conference 2026, em Pequim, na China. O evento começou em 19 de agosto e vai até 23 de agosto, reunindo mais de 300 empresas, mais de 2 mil itens em exposição e mais de 150 lançamentos.
A variedade de máquinas apresentadas ajuda a dimensionar o tamanho da indústria chinesa de robótica. Segundo a Federação Internacional de Robótica (IFR), a China respondeu por 54% das instalações de robôs industriais no mundo em 2024, com 295.045 unidades. O país também terminou aquele ano com 2,027 milhões de robôs industriais em operação, o maior estoque do mundo.
A força chinesa aparece também no segmento de humanoides. Segundo a consultoria Smart Analytics Global, aproximadamente 19.100 robôs humanoides foram enviados globalmente no primeiro semestre de 2026, e fabricantes chineses responderam por mais de 97% desse volume. No mesmo período, AgiBot e Unitree concentraram cerca de 75% das remessas mundiais.
Robôs que lutam e dançam
Os humanoides são os que mais chamam a atenção de quem passa pelos corredores da conferência. A Unitree, por exemplo, levou para Pequim máquinas capazes de participar de demonstrações de boxe, dança e tênis de mesa, combinando movimentos que exigem equilíbrio, coordenação e controle de diferentes partes do corpo.
