A diplomata equatoriana Ivonne Baki, uma das oito candidatas na disputa para se tornar a próxima chefe da ONU (Organização das Nações Unidas), recorreu nesta quinta-feira (20) à sua experiência na guerra civil no Líbano ao prometer que, uma vez no cargo, vai se concentrar na prevenção de conflitos.
Filha de imigrantes libaneses, Baki, que nasceu no Equador e viveu no Líbano durante a guerra civil de 1975 a 1990, também se comprometeu a liderar uma “renovação” das Nações Unidas.
“Há mais de 40 anos, em um porão em Beirute, onde morei durante toda a guerra, segurei meus três filhos nos braços enquanto bombas caíam ao nosso redor. Naquele momento, fiz uma promessa de que, se eles fossem poupados, dedicaria minha vida à paz. Tenho cumprido essa promessa desde então”, disse ela em um diálogo informal com países membros da ONU e grupos da sociedade civil para avaliar os candidatos que disputam a sucessão de António Guterres.
Guterres deixa o cargo no final do ano, após dois mandatos de cinco anos como secretário-geral da organização.
Seu sucessor assumirá o posto em meio à pressão por reformas da Organização das Nações Unidas, que, segundo críticos, tornou-se inchada e onerosa. O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, deve realizar uma segunda votação informal sobre os candidatos na sexta-feira (21).
Baki afirmou que a ONU deve priorizar a prevenção de conflitos e se comprometeu a empregar sua diplomacia pessoal neste fim.
