O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou uma “guerra econômica” ao Irã e afirmou que países que apoiem o regime também sofrerão consequências. O Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou a medida, classificando-a como um ato ilegal.
“O risco é transformar uma estratégia que, a princípio, é um tipo de pressão sobre o Irã em uma disputa sobre o alcance do poder econômico dos Estados Unidos”, destacou a analista de Internacional Fernanda Magnotta durante o CNN 360º desta quinta-feira (20).
O mecanismo utilizado por Trump é conhecido como sanção secundária, uma ferramenta que não mira apenas o adversário direto, mas também todos os que, de alguma forma, mantenham relações com ele.
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“Isso envolve não só países aliados do Irã, mas também organizações de toda natureza, bancos, empresas, todo mundo que, de qualquer forma, contribua, sobretudo oferecendo ao Irã o que Trump está entendendo como uma linha de sobrevivência desse regime”, explicou a analista.
Entre os países que mantêm diálogo próximo com o Irã e que podem ser afetados pelas sanções, Magnotta destacou Turquia, Iraque, Paquistão e Omã, além da China. Esses países são parceiros econômicos iranianos e compartilham regiões estratégicas, como o Estreito de Ormuz.
