Ventiladores portáteis de mão se tornaram populares no verão alemão.
Marcus Brandt/dpa/picture alliance
Quase 14 mil pessoas morreram na Alemanha entre abril e agosto deste ano em consequência de períodos de calor extremo, segundo estimativas do Instituto Robert Koch (RKI), entidade do governo responsável pelo monitoramento e controle de doenças.
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Isso corresponde a quase 17 mortes por 100 mil habitantes, de acordo com o relatório mais recente do RKI sobre mortalidade relacionada ao calor, que abrange o período entre 6 de abril e 9 de agosto.
Segundo o RKI, trata-se de uma estimativa conservadora. Isso significa que o total de mortes associadas ao calor neste ano pode ser ainda maior. Na última década, os anos com mais vítimas haviam sido 2018 (9.400) e 2019 (7.600).
De acordo com o instituto, os períodos de calor no país levam regularmente a um aumento do número de óbitos, mas raramente são a única causa, como em situações de insolação. Na maioria das vezes, a morte é provocada por uma combinação entre altas temperaturas e doenças preexistentes, razão pela qual o calor normalmente não aparece nos atestados de óbito.
Idosos são os mais afetados
O calor é especialmente perigoso para idosos. Pessoas com 65 anos ou mais somavam cerca de 90% das mortes: 7.040 tinham 85 anos ou mais, cerca de 3.450 tinham entre 75 e 84 anos e 2.170 entre 65 e 74 anos.
Em 4 meses, Alemanha já contabiliza quase 14 mil mortes por calor
