O comércio atacadista de São Paulo encerrou o primeiro semestre de 2026 com cerca de 632 mil postos de trabalho com carteira assinada, maior nível da série histórica iniciada em 2020, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Apesar do recorde no estoque de empregos, o ritmo de contratações perdeu força no período.
Em junho, o emprego formal no atacado avançou 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2025. A maior concentração de trabalhadores estava nos grupos de alimentos e bebidas, com 194 mil postos. Na sequência aparecem produtos farmacêuticos, perfumarias e higiene pessoal, com 63.539 trabalhadores, e máquinas de uso comercial e industrial, com 62.469.
No acumulado de janeiro a junho, o setor abriu 5.536 vagas, resultado de 159.515 admissões e 153.979 desligamentos. No mesmo intervalo de 2025, o saldo havia sido de 12.005 postos. Para a FecomercioSP, o desempenho foi influenciado pela taxa básica de juro em 14% ao ano, além da elevação do endividamento e da inflação acima do centro da meta.
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A federação destaca que o atacado ocupa posição estratégica na cadeia de distribuição ao intermediar a produção industrial, a agropecuária e o varejo.
