O pastor Silas Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de perseguição política e religiosa depois da abertura de uma ação penal em que figura como réu.
“É típico dele querer intimidar", afirmou Malafaia. "Ele vai ter de me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter de ter muita coragem.”
O STF formalizou, na terça-feira 18, a abertura da ação penal contra o pastor pelo crime de injúria contra integrantes do Alto Comando do Exército.
+ Entenda o que é Política em Oeste
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou a denúncia depois de uma representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva.
O caso teve origem em um discurso de Malafaia durante uma manifestação na Avenida Paulista, em abril de 2025. Na ocasião, o pastor criticou integrantes do Alto Comando do Exército.
“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército?", perguntou Malafaia. "Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem.”
Malafaia também disse no discurso que não defendia um golpe, mas cobrava um posicionamento dos militares.
Malafaia questiona processo no STF
A Primeira Turma do Supremo tornou Malafaia réu em abril. O colegiado, contudo, rejeitou a acusação de calúnia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Prevaleceu o voto do ministro Cristiano Zanin, acompanhado por Cármen Lúcia, para manter apenas a acusação de injúria.
