SÃO LUÍS - O preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência foi tema do painel “Além do Capacitismo - Construindo uma Cultura de Inclusão, Empreendedorismo e Oportunidades para Pessoas com Deficiência”. A discussão foi promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Maranhão (SENAI-MA) durante a Feira do Empreendedor. O painel foi protagonizado por três profissionais cegos que colocaram em debate o papel da educação profissional, o acesso ao trabalho e a autonomia de pessoas com deficiência.
A coordenadora-geral de Articulação Institucional e Participação Social da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscila Selares, destacou que o capacitismo ainda fecha portas em diferentes espaços, da família ao mercado de trabalho. Priscila relatou sua trajetória marcada pela perda da visão aos 18 anos, já durante a graduação em Direito, e pelas dificuldades para acessar oportunidades de estágio e formação em um ambiente ainda pouco preparado para a inclusão.
Segundo ela, as maiores barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência não são apenas estruturais, mas sobretudo humanas, sustentadas por preconceito, desinformação e pela constante necessidade de provar capacidade. Ao longo da carreira, ela tem atuado na defesa de direitos, na militância e na gestão pública, sempre vinculando a atuação profissional à promoção da acessibilidade e da participação social.
