A PF (Polícia Federal) investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal.
As investigações foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça é o relator de duas delas e o ministro Flávio Dino, da terceira. O filho do presidente nega irregularidades na sua atuação.
Lulinha entrou na mira das investigações depois de revelada a sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, que foi, em dezembro do ano passado, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A empresária teve o celular apreendido pela PF. No aparelho foram encontradas mensagens que indicaram negócios entre ela e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS“, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados.
Segundo relatórios da PF, a empresária teria trabalhado para o “Careca do INSS”, sendo uma possível operadora financeira e política do esquema de fraudes.
O possível envolvimento do filho do presidente passou a ser questionado após a revelação de uma viagem a Portugal que Lulinha fez ao lado de Antunes e que teria sido custeada pelo lobista.
