O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de St. Louis, Alberto Musalem, disse em entrevista à CNBC nesta quinta-feira (20) que recomendaria ao Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) aumentar as taxas de juros em setembro, caso a probabilidade de a inflação permanecer elevada continue alta.
“Não é uma orientação futura (forward guidance), mas trabalho com cenários. E este é meu cenário central, embora ainda tenhamos que ver como as coisas estarão até a próxima reunião”, afirmou.
Musalem, que não tem direito a voto nas decisões do FOMC neste ano, revelou que teria optado por aumentar juros já em julho. Segundo ele, é melhor começar a elevar as taxas gradualmente agora do que fazê-lo agressivamente mais tarde.
“Me preocupo, porque a inflação segue acima da meta de 2% e sofreu vários choques econômicos nos últimos anos, com mais um choque de oferta previsto em breve devido ao El Niño, além de pressões persistentes de demanda”, destacou. O dirigente notou que relatórios da distrital de St. Louis mostram que a inflação subjacente americana está entre 2,5% a 3% ao ano, bem acima do objetivo do banco central.
“Temos que reduzir os preços nos próximos meses para aliviar a pressão sobre a renda real”, acrescentou.
Questionado sobre os dados da economia dos EUA em julho, Musalem apontou que não olha para uma única leitura ou um único indicador, e sim para o “quadro geral”.
