O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou, na 4ª feira (19.ago.2026), por unanimidade, o prosseguimento da concessão da Rota Agro Central. O projeto compreende 887,6 km das BRs 070, 174 e 364, em Mato Grosso e Rondônia, e terá R$ 5,995 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.
O governo trabalha com a realização do leilão em 10 de dezembro de 2026. A data, no entanto, ainda depende da publicação do edital e da incorporação, pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), dos ajustes determinados pelo TCU. O cronograma foi apresentado pelo diretor-geral da agência, Guilherme Sampaio, em 6 de agosto.
O projeto é denominado Lote CN3 e reúne 4 segmentos rodoviários:
o 1º é a BR-070/MT, entre o entroncamento com a BR-364, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e o encontro com a BR-174, em Cáceres (MT);
o 2º trecho percorre a BR-174/MT, entre Cáceres e Comodoro (MT);
o 3º fica na BR-364/MT, entre o entroncamento com a MT-235, em Sapezal (MT), e a divisa de Mato Grosso com Rondônia;
o último segmento está na BR-364/RO, entre a divisa dos Estados e o entroncamento com a BR-435, em Vilhena (RO).
Em Vilhena, a Rota Agro Central se conecta à Rota Agro Norte, concessão da BR-364 que segue até Porto Velho. Juntos, os corredores ligam áreas produtoras de Mato Grosso aos terminais portuários da capital de Rondônia e à hidrovia do rio Madeira.
