Os moradores de Tegucigalpa, capital de Honduras, enfrentaram um agravamento da escassez de água, visto que uma seca prolongada associada ao fenômeno El Niño reduziu drasticamente os níveis dos principais reservatórios que abastecem a cidade, obrigando as autoridades a intensificar as medidas de racionamento.
Imagens de drone captadas pela Reuters em 6 de agosto mostraram níveis visivelmente baixos nos reservatórios Los Laureles e Concepción, duas das principais fontes de água do município, enquanto moradores de bairros afetados formavam filas com baldes para receber água emergencial distribuída por caminhões-pipa municipais.
Julio Cesar Quiñones, diretor de gestão de riscos da prefeitura de Tegucigalpa, afirmou que a cidade registrou, em maio, um período sem precedentes de 24 dias consecutivos sem chuva, o que contribuiu para um déficit hídrico significativo e para a redução da capacidade dos reservatórios, afetando cerca de metade dos 1,7 milhão de habitantes da região metropolitana.
Francisco Argenal, diretor do Centro Nacional de Estudos Atmosféricos, Oceânicos e Sísmicos de Honduras, alertou que as condições associadas ao El Niño devem persistir até o início de 2027, possivelmente até meados do ano, exigindo a continuidade das medidas de conservação de água mesmo após o retorno das chuvas.
