Há uma semana, a Anthropic anunciou que começou a adicionar marcas d'água em textos gerados pelo Claude; esta semana, um removedor da marcação ficou famoso no GitHub. A ferramenta promete retrabalhar textos para remover pistas de autoria deixadas pelo chatbot.
O repositório que viralizou se chama "watermarks-remover" e é mantido pelo desenvolvedor Guillaume Meyer (guillaumemeyer, no GitHub). A base de código já acumula 15,9 mil salvamentos e 1,8 mil forks na plataforma.
Basicamente, o que a solução de Meyer faz é retrabalhar o texto gerado pelo Claude (e outras IAs com marcas d'água textuais, como o Gemini) por um novo modelo - este, sem a marcação. Essas múltiplas reescritas prometem manter o significado da produção original, mas alterando sinônimos e reorganizando frases onde for possível, evitando que o identificador permaneça no conteúdo.
Por enquanto, a Anthropic não lançou uma ferramenta de acesso público para verificação da marca d'água, portanto é impossível assegurar que a solução de Meyer funciona. Contudo, por se contrapor diretamente à arquitetura do mecanismo de identificação, é esperado que a ferramenta funcione, apontou o diretor de tecnologia e cofundador da startup Haimaker, Wayne Pan, ouvido pela Wired.
Meyer, porém, não foi o primeiro a desenvolver uma solução para remover marcas d'água do Claude.
