A Meta teria adotado uma cultura corporativa em que o crescimento, o engajamento e o uso prolongado do Facebook e do Instagram eram a prioridade, deixando a segurança infantil em segundo plano. A acusação foi feita pelo ex-diretor de Engenharia da empresa, Arturo Béjar, na quarta-feira (19).
Falando ao Tribunal Federal de Oakland, na Califórnia (Estados Unidos), durante o segundo dia do julgamento da big tech por vício em jovens, ele forneceu mais detalhes sobre o período em que era funcionário da companhia, onde trabalhou de 2009 a 2015 e entre 2019 e 2021. Neste último, atuou como consultor independente da equipe de bem-estar do Instagram.
Negando as alegações de Béjar, a Meta argumentou que as opiniões dadas por ele no depoimento extrapolam o âmbito de suas funções quando contratado.
Zuckerberg é quem decide
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, tinha participação direta nas decisões relacionadas às redes sociais, segundo o ex-chefe de Engenharia do Instagram e do Facebook. As mudanças no design das plataformas aconteciam somente após a autorização dada pelo executivo.
“Se Mark prioriza algo, montanhas se movem em meses”, apontou Béjar durante o depoimento, comentando sobre a grande influência do CEO;
Ele também contestou um comentário feito pelo executivo em outubro de 2021, afirmando que a companhia se baseava em pesquisas para aprimorar a segurança;
“É tudo mentira, absolutamente tudo.
