O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou a revisão dos cadastros de peritos judiciais depois de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ter sido escolhido para atuar como perito em um processo na 1ª Vara Cível de Pouso Alegre, em Minas Gerais.
A medida pretende impedir que profissionais com mandado de prisão em aberto permaneçam aptos a receber nomeações judiciais. No ofício, assinado em 14 de julho, Campbell determinou uma revisão “imediata e rigorosa” dos cadastros.
O processo de Pouso Alegre envolvia descontos no benefício previdenciário de um aposentado. Tagliaferro havia sido nomeado pelo juiz José Hélio da Silva para examinar a autenticidade de uma gravação apresentada para justificar descontos no benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O áudio registraria a autorização do aposentado para um desconto em favor do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da União Geral dos Trabalhadores (Sindiapi-UGT).
A nomeação durou pouco. Em 14 de julho, ou seja, no mesmo dia da nomeação, José Hélio da Silva destituiu Tagliaferro da função. De lá para cá, o perito segue sem poder trabalhar na área.
No ofício, a própria corregedoria registra que Tagliaferro é réu perante o STF e possui mandado de prisão preventiva em aberto.
