Poucas horas após a Anthropic confirmar a implementação de marcas d'água invisíveis nos textos gerados pelo Claude, desenvolvedores independentes já começaram a encontrar formas de removê-las. Entre as estratégias estão a reescrita do conteúdo com outros modelos de IA, mudanças na estrutura das frases, manipulação de caracteres e tradução para outro idioma antes de voltar ao texto original.
Uma das iniciativas foi o projeto “watermarksremover”, publicado no GitHub pelo desenvolvedor Guillaume Meyer. A ferramenta usa outros modelos de linguagem para criar novas versões do texto, trocando palavras por sinônimos e reorganizando trechos. Com isso, o padrão estatístico deixado pelo Claude é alterado. Em pouco tempo, a iniciativa acumulou mais de 20 mil marcações de favoritos no X e atraiu mais de 100 colaboradores interessados em aprimorar a ferramenta.
O próprio Meyer disse à reportagem da WIRED que apoia a atribuição de conteúdo e não é contrário à transparência, mas considera as marcas d'água invisíveis uma solução ruim. Como o francês é sua língua nativa, ele costuma usar o Claude e ferramentas de correção, como o Grammarly, para aprimorar textos em inglês. A preocupação é que sistemas de detecção gerem falsos positivos, levando empregadores a rejeitar currículos legítimos ou fazendo pesquisadores serem acusados injustamente por terem usado IA apenas para correções no texto.
