O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração exportou US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, uma queda de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da nova edição do Boletim Mosaico, produzido pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores).
Segundo a entidade, o resultado ocorre em meio ao recrudescimento do protecionismo e à desorganização das cadeias globais de suprimentos. A indústria de árvores cultivadas respondeu por 4% das exportações totais do Brasil no período, ante 4,8% no primeiro semestre de 2025.
Principal produto da pauta exportadora, a celulose teve produção praticamente estável, com 13,9 milhões de toneladas entre janeiro e junho. As exportações, porém, recuaram 10,5%, para 9,4 milhões de toneladas. Em valor, as vendas externas somaram US$ 5,2 bilhões, queda de 4%.
O segmento de papel apresentou crescimento de 2,4% na produção, para 5,7 milhões de toneladas. As exportações ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,5%, enquanto as importações avançaram 30,5%. Entre os destaques estão os papéis para imprimir e escrever, cujas importações cresceram 67,6%, e o papelcartão, com alta de 21,1%.
Nos painéis de madeira, as vendas domésticas cresceram 6%, alcançando 4,2 milhões de metros cúbicos. As exportações, por outro lado, caíram 19,5%, enquanto as importações permaneceram praticamente zeradas. O segmento exportou US$ 167,4 milhões no semestre, queda de 26,9%.
