O mercado de fertilizantes atravessa um momento de maior pressão baixista, após a ampliação da oferta chinesa por ureia e a postura cautelosa dos compradores. O movimento melhora as relações de troca para o produtor brasileiro e abre espaço para a finalização das compras da safra 2026/27 com oportunidades melhores.
A queda recente ocorre depois de um período marcado por forte valorização dos fertilizantes em meio ao conflito no Oriente Médio. As tensões na região provocaram preocupação com a oferta e com a logística internacional, especialmente diante dos riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de fertilizantes e matérias-primas. Entre março e abril os preços dos fertilizantes atingiram níveis recordes desde 2022.
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Naquele momento, a restrição da oferta era um dos principais fatores de sustentação dos patamares, bem como a escassez de enxofre, que tem levado à redução das taxas de operação da indústria de fosfatados. Dessa forma, os fornecedores e misturadoras do Brasil passaram a operar com cautela, trabalhando sob demanda para reduzir o risco de compor estoques caros e não conseguir repassar.
Por outro lado, os agricultores viram suas relações de troca prejudicadas e postergaram a decisão de compra, principalmente de fosfatados. O mercado, porém, passou por uma mudança importante desde então.
