A Receita Federal começou a emitir, em julho de 2026, CNPJs com letras e números. A mudança foi adotada para ampliar a quantidade de combinações disponíveis para novas inscrições, diante do crescimento da demanda pelo cadastro e da perspectiva de esgotamento das possibilidades no modelo exclusivamente numérico. O primeiro CNPJ alfanumérico foi emitido em 31 de julho, para uma filial do Banco do Brasil.
Apesar da alteração, empresas que já possuem CNPJ não precisam trocar o número. Os registros existentes permanecem válidos e não sofrem modificações. O novo formato será destinado às novas inscrições e será implantado de maneira progressiva.
Como funciona o novo CNPJ
O identificador continua tendo 14 posições, mas agora pode combinar números de 0 a 9 e qualquer uma das 26 letras do alfabeto, sempre em maiúsculas. A estrutura passa a ser representada como AA.AAA.AAA/AAAA-DV, em que as posições alfanuméricas podem receber letras ou números e os dois últimos caracteres correspondem ao dígito verificador.
A alteração foi prevista pela Receita Federal em uma atualização das regras do CNPJ. A Instrução Normativa RFB nº 2.229, publicada em outubro de 2024, estabeleceu o formato alfanumérico e previu sua implementação a partir de julho de 2026.
O objetivo, segundo a Receita, é aumentar a quantidade de combinações possíveis e garantir a continuidade das inscrições no cadastro.
