Indígenas de diferentes partes do mundo protestaram nesta quinta-feira (20), em Ulaanbaatar, na Mongólia, para cobrar participação nas negociações oficiais da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Os manifestantes afirmam que o espaço criado neste ano para reuniões de povos indígenas e comunidades tradicionais dentro do evento é insuficiente e não garante participação plena nas decisões.
O grupo questiona o modelo de representação reservado ao Caucus Indígena e de Comunidades Tradicionais. Para os participantes, a presença desses povos na conferência não pode se limitar a um espaço simbólico. A líder da Associação das Mulheres Indígenas Peules do Chade (AFPAT, na sigla em francês), Oumarou Ibrahim Hindou, afirmou que os povos tradicionais reivindicam o reconhecimento de seus conhecimentos, de seus direitos e de seus territórios.
Os manifestantes também pediram a volta de temas ligados a gênero e participação social à agenda oficial da conferência. Segundo os participantes, esses pontos foram excluídos a pedido dos Estados Unidos. O documento em discussão depende de consenso entre as 197 partes da convenção e define os temas que serão efetivamente negociados pelos governos.
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Durante um evento paralelo, foi publicada a Declaração de Ulaanbaatar: Apelo à Ação Global de Povos Pastoris e Indígenas.
