Mais de 150 carteiras na Polymarket International podem ter realizado negociações com base em informações internas das forças armadas dos Estados Unidos, atraindo apostas de imitadores e levantando preocupações de que o mercado poderia transmitir sinais exploráveis por adversários estrangeiros, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (20).
A análise realizada pelo grupo de pesquisa sem fins lucrativos ACDC (Anti-Corruption Data Collective), noticiada inicialmente pela agência de notícias Reuters, lança nova luz sobre prováveis casos de uso de informações privilegiadas de origem militar no mercado de previsões e sobre os riscos mais amplos que tal atividade pode representar.
O estudo surge em um momento em que autoridades intensificam a fiscalização sobre esse setor em rápida expansão, após apostas realizadas antes de ações militares dos EUA, incluindo o caso de um soldado americano acusado, em abril, de usar informações sigilosas para apostar na deposição do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, algo que legisladores afirmaram poder comprometer a segurança nacional.
Porta-vozes da Polymarket, fundada em 2020, não responderam aos pedidos de comentário.
