A faixa de 6 GHz vem ganhando importância nas discussões sobre o futuro das telecomunicações no Brasil. O processo conduzido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a faixa de 6425 a 7125 MHz (6,425 a 7,125 GHz) envolve uma questão regulatória e, ao mesmo tempo, importantes aspectos de engenharia de telecomunicações, especialmente relacionados à propagação, à coexistência com outros sistemas e à evolução das redes móveis.
A faixa está inserida na região de SHF (Super High Frequency), de 3 a 30 GHz. Em enlaces terrestres de curta distância, o comportamento da propagação é fortemente influenciado pelo ambiente, especialmente por edificações, vegetação, obstáculos, reflexões, difrações e múltiplos percursos. Nesse contexto, a propagação em visibilidade assume papel importante no planejamento dos enlaces.
Outra característica favorável está relacionada à atenuação por chuva. Embora a precipitação possa produzir algum nível de atenuação em diferentes frequências, esse efeito aumenta com a frequência. Em frequências mais baixas, seu impacto tende a ser pequeno e cresce progressivamente nas frequências mais elevadas. Assim, na faixa de 6425 a 7125 MHz (6,425 a 7,125 GHz), a atenuação por chuva é relativamente baixa quando comparada às frequências mais elevadas e, em muitos cenários, tende a ser pouco significativa diante de outros mecanismos de perda e propagação.
