A Anthropic anunciou na semana passada que passaria a incluir marcas d’água invisíveis e legíveis por máquinas em conteúdos gerados pelos modelos Claude. A medida foi apresentada como forma de cumprir novas regras da União Europeia, mas, em poucas horas, desenvolvedores começaram a divulgar métodos que prometem remover a identificação de textos produzidos pela inteligência artificial.
Em até quatro horas após a confirmação da Anthropic, o desenvolvedor Guillaume Meyer publicou um código para retirar as marcas d’água de textos do Claude. O projeto ganhou mais de 20 mil marcações no X, passou a ter mais de 100 colaboradores no GitHub e começou a ser incorporado a outros projetos. As informações são da WIRED.
Como funciona a marca d’água do Claude?
A Anthropic utiliza um método que insere a marcação de forma imperceptível na escolha de palavras e frases feita pelo modelo. Para o leitor, o texto permanece aparentemente normal, mas um sistema preparado para procurar o padrão pode identificar que o conteúdo foi produzido pelo Claude.
A técnica utilizada é chamada SynthID e foi desenvolvida pelo Google. A tecnologia já é usada desde 2023 para marcar conteúdos gerados por inteligência artificial. Um método semelhante chegou a ser proposto pelo cientista da computação Scott Aaronson durante seu trabalho na OpenAI, mas não foi implementado pela empresa devido a preocupações sobre o impacto das marcas d’água no produto.
