O Irã e os Estados Unidos estão intensificando suas reivindicações conflitantes de controle sobre o Estreito de Ormuz, mas a realidade é mais complexa do que qualquer um dos lados está disposto a admitir.
O tráfego de embarcações permanece severamente restrito, demonstrando que muitos não estão dispostos a correr o risco de um possível ataque iraniano e ressaltando a influência contínua de Teerã sobre Ormuz.
O número de travessias de embarcações representa uma fração mínima da média de cerca de 130 travessias diárias registradas antes da guerra, muitas vezes mal chegando a dois dígitos.
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No caso de petroleiros carregados com petróleo bruto, em média, apenas dois ou três navios do tipo VLCC (Superpetroleiro) transitaram pelo estreito diariamente desde 7 de julho, segundo a Kpler, empresa que monitora navios utilizando transponders e dados de satélite.
Esse número contrasta com a média de cerca de oito trânsitos diários de VLCCs antes da guerra.
No entanto, apesar da redução no número de travessias, volumes crescentes de petróleo estão contornando totalmente o estreito ou dependendo da proteção dos EUA e de transferências de navio para navio para retirar o petróleo do Golfo Pérsico de forma sigilosa.
