A relação entre Brasil e Estados Unidos no mercado de café atravessou um dos períodos mais delicados das últimas décadas com a imposição de tarifas ao produto brasileiro, mas o episódio também evidenciou o grau de dependência entre os dois países e a mudança na forma de negociar o grão. Agora, o setor cafeeiro global deverá passar por uma das maiores ameaças: os efeitos climáticos causados pelo El Niño.
À CNN, Bill Murray, presidente da NCA (National Coffee Association), entidade que representa a indústria cafeeira dos Estados Unidos, disse que o clima é a maior preocupação da cadeia cafeeira, desde o plantio até à xícara do consumidor.
Segundo ele, o mundo entrou em uma nova fase, na qual tarifas e barreiras passaram a ocupar espaço permanente nas relações internacionais, mas o clima será a pressão que só se controla com produção cada vez mais sustentável.
É neste aspecto que o presidente da NCA defende uma integração maior entre países produtores e consumidores do grão, justamente pela interdependência entre esses dois elos.
Confira a entrevista completa
CNN Agro - Como o atual cenário geopolítico afeta o mercado global de café e qual é o maior risco para o futuro do grão?
Bill Murray - O maior risco para o café global é a situação climática. Quando o clima sai do padrão, isso tem capacidade de afetar a produção como um todo, os preços do café e o mercado global.
