O dólar à vista abriu em alta nesta quinta-feira (20), em linha com o avanço da moeda americana frente a divisas emergentes. Após renovar a máxima intradiária na abertura, o câmbio perdeu força e passou a oscilar perto da estabilidade, sem descolamento relevante em relação aos pares externos.
No exterior, o mercado acompanha a alta do petróleo, com o Brent próximo de US$ 94 por barril, em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries voltam a subir depois do forte recuo registrado na quarta-feira (19).
Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego caíram 6 mil na semana encerrada em 15 de agosto, para 206 mil. O número ficou abaixo do consenso de 211 mil, mas não provocou reação adicional relevante do dólar ante o real até o momento.
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No Brasil, os agentes financeiros monitoram os efeitos do petróleo e dos juros americanos sobre o câmbio, além das campanhas eleitorais e da trajetória fiscal. Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que controlar os gastos obrigatórios é uma forma de mostrar ao mercado que essa despesa não crescerá sem controle. Em entrevista à Rádio CBN, como porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele disse que é possível reverter a trajetória da dívida pública com diminuição de juros.
