O avanço tecnológico nas lavouras, acompanhado de investimentos em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, mudou a posição do Espírito Santo no mercado internacional de café e ajudou o conilon capixaba a conquistar espaço mais permanente nas exportações brasileiras.
A avaliação é de Fabrício Tristão, presidente do CCCV (Centro do Comércio de Café de Vitória), que vê uma mudança no perfil comercial do produto nos últimos cinco anos. Historicamente destinado principalmente à indústria doméstica, o conilon brasileiro chegava ao exterior sobretudo em momentos de oportunidades de preço e menor disponibilidade de outras origens.
Segundo Tristão, o reconhecimento internacional começa a alterar essa dinâmica.
“Historicamente, o café conilon brasileiro foi utilizado no mercado interno, nas indústrias brasileiras. E o perfil de exportação era muito vinculado a oportunidades comerciais, janelas de preço. Isso tem mudado”, afirmou Tristão à CNN durante o Vitória Coffee Summit, realizado nesta quinta (20) e sexta-feira (21), em Vitória (ES).
O Espírito Santo é o segundo maior estado produtor de café do país e líder nacional em conilon. Segundo Tristão, aproximadamente 70% da produção brasileira da variedade está concentrada no estado, que também possui produção relevante de arábica.
Para o executivo, parte da transformação da cafeicultura capixaba veio da incorporação de novas tecnologias às propriedades rurais.
