O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quarta-feira (19), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre se “a demora da PF (Polícia Federal) em enviar os dados de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostra viés ou cautela”.
A PF levou mais de sete meses para enviar ao ministro André Mendonça os dados obtidos com as quebras de sigilo de Lulinha. A demora teria sido um dos principais motivos para o atrito entre a corporação e Mendonça, relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal).
A quebra dos sigilos fiscais, bancários e telemáticos de Lulinha foi determinada em dezembro do ano passado, no âmbito da investigação sobre desvios de aposentados e pensionistas.
Além da demora no envio dos dados, outro ponto que teria incomodado Mendonça foi a troca da coordenação da Polícia Federal responsável pela apuração do caso do INSS. Diante dessas situações, o ministro determinou que a corporação enviasse ao seu gabinete os dados brutos do caso.
PF aciona AGU, mas sem medida concreta
A Polícia Federal interpretou a determinação de Mendonça como uma invasão de sua autonomia e chegou a acionar a AGU (Advocacia-Geral da União). No entanto, nenhuma medida jurídica foi efetivamente concretizada.
