O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (20) que o controle dos gastos obrigatórios é uma sinalização ao mercado de que essas despesas não crescerão sem controle. Em entrevista à Rádio CBN, ele disse que a trajetória da dívida pública pode ser revertida com diminuição de juros e defendeu a continuidade do corte de despesas consideradas ineficientes.
Durigan declarou que a despesa da União é parte do problema fiscal e afirmou que o governo deve seguir reduzindo gastos em áreas avaliadas como ineficientes. Segundo ele, esse debate também precisa alcançar despesas de outros Poderes, como Congresso e Judiciário.
Ao tratar das medidas de contenção, o ministro citou os gatilhos incluídos no Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis, negociados para viabilizar a criação de uma subvenção ao etanol. De acordo com Durigan, essas travas devem cortar em mais de R$ 10 bilhões o crescimento do gasto obrigatório em 2027.
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Ele usou a área da Saúde como exemplo da pressão sobre o orçamento. Segundo o ministro, os recursos da pasta aumentaram em R$ 100 bilhões ao longo do atual governo e devem subir pelo menos mais R$ 20 bilhões no próximo ano.
