Em 24 de 25 Estados analisados, a proporção de juízas nos tribunais foi menor que o de mulheres na população brasileira, que é de 51,5%.
É o que mostra a pesquisa “Gênero, Poder e Remuneração nos Tribunais de Justiça Brasileiros” produzida pelo Justa -organização que atua no campo da economia política da Justiça- e lançada nesta 5ª feira (20.ago.2026). Leia a íntegra (PDF - 3 MB).
De todas as Cortes analisadas, só o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) tem mais juízas do que juízes e apresenta proporção maior que o percentual de mulheres no Brasil.
Já em relação ao cargo de desembargador, nenhum tribunal alcançou o percentual de mulheres da população.
O maior crescimento de 2024 a 2025 foi no TJ-RO (Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia), que passou de nenhuma desembargadora para 3.
Em junho de 2026, quando a pesquisa foi finalizada, as mulheres eram presidentes de 4 Tribunais de Justiça -Espírito Santo, Paraná, Sergipe e Tocantins.
O estudo foi feito depois da Resolução 525 de 2023 do Conselho Nacional de Justiça, que criou medidas para ampliar a presença de mulheres nos tribunais de 2ª Instância.
