A pressão da União Europeia para restringir o uso de antimicrobianos na produção animal deve levar o Brasil a ampliar os sistemas de segregação de bovinos, suínos e aves.
No caso da avicultura e suinocultura a adequação deve ser mais rápida e fácil. Além do ciclo mais curto de produção esses setores trabalham de forma integrada. Geralmente as industrias fornecem os animais e os insumos a produtores parceiros que se responsabilizam pelo trato documentando tudo que acontece dentro da atividade.
O desafio brasileiro está na produção de carne bovina devido à estrutura da cadeia produtiva. Um animal pode passar por diferentes propriedades ao longo de sua vida, nas etapas de cria, recria e engorda, antes de chegar ao frigorífico. O ciclo produtivo mais longo, de cerca de 30 meses ou mais, aumenta a quantidade de informações que precisam ser registradas e preservadas para comprovar o histórico sanitário do rebanho.
O Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) defende que o país aumente o controle sobre o histórico sanitário desses animais, comprove quais produtos foram utilizados durante a produção, especialmente nos lotes destinados ao mercado europeu, e que incentive fazendas especializadas nesse tipo de produção.
Em entrevista do CNN Agro News nesta quarta-feira (19) Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan, afirmou que uma proposta de protocolo de segregação já foi apresentada às autoridades europeias.
