O tenente-brigadeiro Carlos Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica no governo Jair Bolsonaro (PL), prepara o lançamento de um livro intitulado “Eu disse não! uma trincheira antigolpista”, previsto para setembro. O relato reacende o debate sobre a infiltração política nas Forças Armadas e os traumas deixados pelo período. Especialistas discutiram, durante o WW, em que medida os episódios daquele período foram ou não superados pela instituição militar.
O trauma nas Forças Armadas
A analista de Política da CNN Jussara Soares destacou que, ao conversar com fontes das Forças Armadas, a palavra mais recorrente para descrever o período é “trauma”.
Jussara também observou que, em alguns setores da instituição, não na cúpula, ainda persiste certo descontentamento com o desfecho dos acontecimentos. “A gente está prestes a completar quatro anos da tentativa de golpe e um ano da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de generais do Exército”, afirmou.
Análise de Sergio Etchegoyen
Sergio Etchegoyen, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), afirmou não acreditar em uma “trama golpista” organizada. Para ele, o que ocorreu foi uma “grande quebra-quebra em Brasília”, impulsionada por “irresponsáveis”. “Acho que alguns companheiros meus, estou falando de militares, exageraram no que fizeram”, disse.
