O presidente Donald Trump conquistou uma importante vitória judicial em sua política comercial. O Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos decidiu que o governo tem autoridade para manter suspensa a chamada isenção “de minimis”, mecanismo que durante décadas permitiu a entrada no país de determinadas encomendas de baixo valor sem a cobrança normal de tarifas de importação.
A decisão tem impacto direto sobre compras feitas por consumidores americanos em plataformas estrangeiras e representa uma vitória para Trump depois de uma série de disputas judiciais envolvendo o alcance dos poderes presidenciais na área de comércio exterior.
Pela regra “de minimis”, mercadorias avaliadas em até 800 dólares podiam entrar nos Estados Unidos sem o pagamento das tarifas normalmente aplicadas às importações. Criada em 1938 para evitar que o governo gastasse mais dinheiro processando pequenas encomendas do que conseguiria arrecadar com elas, a exceção ganhou uma dimensão completamente diferente com a explosão do comércio eletrônico.
Empresas como Shein e Temu transformaram o envio direto de produtos de baixo custo em uma parte importante de seus modelos de negócio nos Estados Unidos. O mecanismo também foi utilizado por outras empresas e importadores para dividir mercadorias em remessas menores.
