As luas de Marte podem guardar uma das respostas mais importantes da ciência: como a vida surgiu nos planetas rochosos do Sistema Solar. É para buscar essas pistas que o Japão está preparando a missão Martian Moons eXploration (MMX), que será lançada do Centro Espacial de Tanegashima nos próximos meses, segundo a AFP.
A espaçonave ficará em órbita de Marte por cerca de três anos e tentará pousar em Fobos, a maior das duas luas do planeta. O objetivo é coletar pelo menos 10 gramas de material da superfície antes de retornar à Terra por volta de 2031.
O que Fobos pode revelar
Há duas teorias principais sobre a origem das luas de Marte. A primeira é a hipótese do impacto gigante, segundo a qual Fobos e Deimos se formaram após a colisão de um corpo celeste com Marte. A segunda é a hipótese da captura, que propõe que as luas são asteroides do Sistema Solar externo capturados pela gravidade marciana.
Saber qual das duas é correta tem implicações profundas. Se Fobos e Deimos vieram do Sistema Solar externo, podem ter transportado água, compostos orgânicos e outros elementos essenciais para os planetas rochosos internos, incluindo a Terra.
“Se Fobos e Deimos são de fato remanescentes desses primeiros sistemas de transporte, podem conter pistas sobre as origens da vida - ou, mais precisamente, sobre o transporte dos materiais que foram fundamentais para o surgimento da vida nos planetas rochosos”, disse Patrick Michel, astrofísico francês que trabalha no projeto, à AFP.
