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Durante os últimos anos, poucos temas despertaram tanta preocupação entre autoridades eleitorais, pesquisadores e empresas de tecnologia quanto o potencial da inteligência artificial generativa para distorcer eleições. A popularização de ferramentas capazes de criar áudios e imagens realistas alimentou previsões de que democracias ao redor do mundo enfrentariam uma avalanche de desinformação impulsionada pela IA.
Mas, para Felix Simon, pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, as evidências disponíveis até agora sugerem que esse temor pode estar sendo superestimado.
'Para ser eficaz, seria necessário que houvesse algum tipo de demanda não atendida por mais desinformação, e isso não existe', aponta Felix Simon sobre conteúdos falsos gerados por IA durante eleições
Reprodução/Universidade de Oxford
Simon argumenta que a influência da IA sobre resultados eleitorais tem sido frequentemente exagerada e que fatores políticos tradicionais continuam sendo muito mais decisivos para moldar o comportamento dos eleitores do que, por exemplo, deepfakes divulgados nas redes sociais.
Em entrevista à BBC News Brasil, o pesquisador do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo e do Instituto de Internet de Oxford afirma que a disputa pela atenção do público continua sendo uma das grandes limitações de qualquer estratégia de influência política, independentemente da tecnologia utilizada.
Por que impacto da IA em eleições pode estar sendo exagerado, segundo pesquisador de Oxford
