Dados da Receita Federal indicam que, enquanto o número de apreensões de canetas emagrecedoras cresceu rapidamente na fronteira do Brasil com o Paraguai, houve uma redução no volume de cigarros contrabandeados capturados pelas autoridades brasileiras. Especialistas afirmam que o crime organizado está investindo mais no contrabando de remédios por ser mais lucrativo e pela alta demanda do mercado nacional.
Em 2025, foram apreendidas mais de 27 milhões de unidades de cigarros avaliadas em R$ 166 milhões na fronteira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste. Quanto a medicamentos, 420 mil unidades com valor aproximado de R$ 20 milhões foram capturadas.
Entre tantos remédios, estão as canetas emagrecedoras. O levantamento da Receita, porém, tem como base os meses de março a dezembro de 2025 com dados únicos de captura de emagrecedores.
Antes, eles eram tratados na mesma categoria de quaisquer outros medicamentos irregulares no Brasil, porém com o aumento da procura, o critério de registro foi modificado. Assim, no ano passado, foram apreendidos 24.994 emagrecedores estimados em R$ 6 milhões.
O cenário no primeiro semestre de 2026 já é diferente. Entre janeiro e julho, foram apreendidos 11 milhões de unidades de cigarros avaliadas em R$ 82 milhões. Em medicamentos, foram 345 mil confiscos precificados em R$ 36 milhões.
