Recuperação judicial: entenda o instrumento usado pelo Grupo Casas Bahia
Fechamento de lojas, recuperações judiciais e falências deixaram de ser episódios isolados no varejo.
Da Europa aos Estados Unidos e ao Brasil, grandes redes que dominaram o consumo nas últimas décadas enfrentam dificuldades para se adaptar a um cenário marcado por juros elevados, consumidores cada vez mais exigentes e concorrência crescente.
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A alemã Galeria Kaufhof avalia fechar dezenas de lojas e mantém uma página dedicada a listar as unidades já encerradas. A brasileira Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial.
Já a americana Sears, símbolo do varejo em décadas passadas, luta para permanecer em operação após "sobreviver a duas guerras mundiais, uma depressão econômica e diversas oscilações financeiras".
Embora cada caso tenha suas particularidades, especialistas apontam uma combinação de fatores econômicos, transformação digital e mudanças nos hábitos de consumo como as principais causas das dificuldades enfrentadas pelo setor.
Parte dessas transformações já vinha sendo observada há mais de uma década. Em meados dos anos 2010, o termo Retail Apocalypse ("apocalipse do varejo") ganhou força no mercado financeiro com a expansão do comércio eletrônico, segundo o jornal Financial Times.
Hoje, porém, analistas avaliam que a pressão sobre o setor vai além da digitalização e inclui desafios financeiros e competitivos cada vez mais complexos.
Por que grandes redes de varejo estão fechando lojas e pedindo recuperação judicial
